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Aprender a servir bem com o pouco que temos

Atualizado: 1 de mar.

MATÉRIA COM LUCAS WIRZ

Universitário da Uni- FACEF - Centro Universitário Municipal de Franca.



 

Durante a 10ª Missão Humanitária na Reserva Indígena de Dourados/MS. O estudante de Medicina Lucas Wirz, da Universidade UNIFACEF, pôde conhecer um pouco mais de perto, a realidade dos nossos irmãos originários das aldeias de Bororó e Jaguapirú.


Quando abordado sobre seu oficio profissional na prática, o graduando conta que as condições encontradas nas terras originarias são desafiadoras: “por vezes não tínhamos a melhor medicação para aquela doença, e às vezes, nem a medicação. Dar o nosso melhor na circunstância que nos é dada, certamente foi um grande desafio”, pontua.


Lucas, universitário em formação, afirma que é uma gratificação enorme ter a possibilidade de conceder a essa população vulnerável um pouco de alivio, mesmo, sendo por apenas uma semana.


“Sabemos que não vamos resolver as dificuldades vivenciadas por completo, muito menos as limitações que eles vivenciam, mas, dar um pequeno alívio a tantos percalços, nos traz muita esperança, não apenas para eles, mas, também para nós Universitários”.

Registros da 10ª Missão UNIVIDA na Reserva Indígena de Dourados/MS - JAN/22.

Universitário Lucas Wirz em atendimento aos irmãos originários.


Em sua visão intimista, Lucas acredita que todos nós temos uma missão e uma vocação interna e que o trabalho voluntário faz parte da sua, afirmando que é nesses momentos que suas forças se recuperam, se lembrando das suas raízes, e do propósito que Deus o chama, quando concedeu o seu oficio de atuar na área da medicina em sua vida.



“Tenho muitos sonhos, mas, certamente vivenciar a missão pela segunda vez, com tantas cabeças completamente diferentes, mostram o melhor que eu posso ser no momento, me fazendo querer cada vez mais, vivenciar essa experiência”, finaliza.


Indagado, se durante os seus 6 dias de atendimento medico, houveram momentos marcantes, Lucas, relembrou de seu primeiro dia de atendimento:


“No primeiro dia atendemos em uma aldeia mais afastada, ao chegarmos no local, não sabia o que encontraríamos, como seriam os atendimentos, até que fomos recebidos pelo líder da aldeia, ele nos acolheu, nos apresentando o local que faríamos os atendimentos, então, enquanto montávamos nossos consultórios ao ar livre, sob uma árvore, atendemos ali o dia todo, foram tantas pessoas, tantas histórias, tantos abraços recebidos, como forma de agradecimento. É difícil de esquecer” relembra.


Registros da 10ª Missão UNIVIDA na Reserva Indígena de Dourados/MS - JAN/22.

Universitário Lucas Wirz em atendimento aos irmãos originários.


Acrescentou que no começo teve uma insegurança de não conseguir servir da melhor maneira, por não estar em um local de trabalho como o de seu costume, mas, que a experiência de servir nas condições que tinha, instigava ele ao serviço com excelência de forma ainda melhor, com sua total atenção.


O universitário confessou que foi um dia que sentiu a presença de Deus em cada detalhe “no vento, na paisagem, no olhar de cada criança que passou por mim, foi incrível! A maior lição foi aprender a servir bem, com aquilo que temos a oferecer no momento, dando sempre o nosso melhor e isso será muita das vezes o mínimo”. Pontuando que esses momentos o lembraram do seu primeiro atendimento nas aulas da faculdade, de todas as etapas que passou, como: pediatria.


Ao final da conversa, aconselhou os universitários e profissionais da saúde que estejam dispostos a participar da próxima missão, para que se permitam ser humanizados pela missão, estando dispostos e abertos a receber tudo que ela possa oferecer, sendo impossível de sair igual de quando você chegou.


“Para você que tem fé, vai conseguir ver a grandeza de Deus no olhar daquela população, que mesmo em situação de miséria, está ali sorrindo, querendo e buscando afeto de cada um de nós”.




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