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Servir é melhor que ser servido

MATÉRIA COM ANA CAROLINA SALOMÃO

Universitária da Uni-FACEF - Centro Universitário Municipal de Franca.


 


Recentemente, seguimos viagem até a Reserva Indígena de Dourados, marcada por sua 10ª edição. Nossos voluntários e profissionais especializados, se colocaram a disposição, praticando ações em saúde e melhorias, pensadas na qualidade de vida dos nossos irmãos originários.


Num bate-papo com a voluntária e médica em formação do Centro Universitário Municipal de Franca (Uni-FACEF), Ana Carolina Salomão, notamos o quanto essa experiência foi única e enriquecedora em seu oficio, durante os seus 6 dias em missão.

Ao longo de sua atuação sendo estudante de medicina, ela conta que oscilou por diversos sentimentos, definindo esse momento em duas palavras: doação e entrega, que resumem o quanto a missão a humanizou; em um atendimento e outro, ela conta que a vivencia e o sentimento de impotência, por diversas reações de tristeza e indignação, muita das vezes, permearam sua mente.





Em um breve trecho da conversa ela se recorda: “O choro vem fácil em determinadas situações, mas, saber tirar desses momentos um aprendizado, diz muito sobre como construímos nossa história e moldamos quem gostaríamos de ser” concluiu.


Registros da 10ª Missão UNIVIDA na Reserva Indígena de Dourados/MS - JAN/22 Universitária da Uni-FACEF , Ana Carolina Salomão com criança indígena Hinaya.


Contando um pouco mais sobre sua experiência, em sua visão, por mais que existiam momentos difíceis, entre falta de insumos e tecnologias, o amor e a dedicação, foram unidos pela escuta ativa, que a direcionavam no objetivo de encontrar a disposição e alimentava cada vez mais, na vontade de fazer a diferença; enquanto futura médica e em seu intimo, sua busca é, se aperfeiçoar a cada dia, antes de qualquer titulo.


Sobre a missão afirma: “Muita das vezes, a missão não nos levará a cura ou solução de 100% dos problemas, mas, amenizará dores e sofrimentos, trará esperança e ajudará na busca de novos horizontes para a vida e alma humana”, finaliza.


Ela confessa, ter ido de coração aberto neste desafio, porém, assume ter ficado muito ansiosa e por vezes até receosa sobre o que encontraria e como conduziria tudo que fosse passado para ela, acrescentando que: “Meu propósito em mente é viver tudo, aproveitar cada momento e me entregar ao serviço, fosse ele em áreas que domino mais ou não”, e prossegue dizendo: Estava aberta a criar laços, conhecer histórias, sou apaixonada por pessoas, sempre me cativam e acrescentam, e durante esses momentos encontrei tudo isso lá, tornando, uma enorme experiência para a minha carreira médica”, concluiu.


Registro capturado pela universitária Letícia Layra Simon, durante a 10ª Missão UNIVIDA em Dourados/MS - JAN/22.


Questionada, se houve algum momento em especial que havia lhe marcado, ela se lembrou de dois acontecimentos em importantes, um deles, foi ao final de um dia de atendimento, em que sua equipe estava oferecendo lanches aos pacientes que se encontravam na escola do dia, ao abordar duas senhoras, a universitária entregou o pão para ambas, e felizes, elas riam muito e saltitavam, se abraçavam e agradeciam a voluntária incessantemente, contou Ana.


Diante de tantos relatos, ela disse que aquele momento em especifico a marcou de forma indescritível, enchendo seus olhos de lágrimas, tocando em seu coração a vontade de querer fazer mais e mais por cada uma delas, com um medo interior de que aquela pudesse ser a única refeição feita por elas naquele dia.


Quando perguntada, sobre qual dica poderia ser compartilhada para os universitários que venham a participar das nossas próximas missões, a graduanda, orienta que os universitários se permitam ser humanizados pela missão, que estejam dispostos e abertos em receber tudo que ela oferece:

“Por mais que seja uma realidade difícil, é ao mesmo tempo transformadora”.

Registro capturado pela universitária Letícia Layra Simon, durante a 10ª Missão UNIVIDA em Dourados/MS - JAN/22.


Aconselhando, para que se os voluntários permitam-se viver essas inúmeras emoções em que o local e a população originaria possa oferecer, desde os melhores sentimentos até os que nem você mesmo imagina.


Ao final do bate-papo, ela estende os agradecimentos ao Fundador da ONG, Padre Eduardo Lima e a toda equipe UNIVIDA, em permitir que ela pudesse participar com toda a sua dedicação nesta missão:



“Servir com certeza é melhor do que ser servido. Nada é tão gratificante quanto estar ali de coração aberto e se entregar. Ser disponível, atento as dores e necessidades alheias, nos mostrando o quão forte somos e o quanto podemos fazer pelo outro e por nós mesmos”, observa Ana.


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